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Marcas chinesas atingem nova quota de mercado recorde na Europa em junho

Carro elétrico vermelho moderno exposto num showroom com iluminação interior e grandes janelas transparentes.

Em junho, as marcas chinesas estabeleceram um novo máximo de quota de mercado na Europa, ao chegarem aos 5,5%, ligeiramente acima dos 5,4% observados em maio. Ainda assim, o avanço perdeu intensidade: a taxa de crescimento desceu de 85% em maio para 48% em junho. No total, foram matriculados 65 110 carros chineses na Europa no mês passado.

MG Motor (SAIC), BYD, Chery e Geely: liderança e evolução das marcas chinesas na Europa

A MG Motor, do grupo SAIC, manteve-se na frente apesar de uma descida de 19%, para 25 027 unidades. Este recuo ficou sobretudo associado ao MG4 elétrico, que registou uma quebra muito acentuada, com menos quase 6300 unidades (uma queda de 72%). Importa lembrar que este modelo 100% elétrico já tem uma nova geração em preparação.

Mesmo com essa travagem, a MG continuou com uma margem confortável face à BYD, que acelerou de forma expressiva: cresceu 303% e totalizou 14 968 unidades vendidas. No terceiro posto aparece a Chery, ainda sem representação no mercado português, mas que também ganhou tração, ao multiplicar as vendas por 10 em comparação com junho de 2024, alcançando 8860 unidades.

Carros elétricos perdem fôlego

A desaceleração dos carros 100% elétricos tem sido evidente - e o impacto da política de tarifas da UE poderá ajudar a enquadrar esta tendência. Neste contexto, a fatia de elétricos dentro das vendas das marcas chinesas baixou para 36% (quando era 48% há um ano). Em sentido contrário, os híbridos *plug-in* já representam 22% das entregas (subindo de 4%) e os híbridos passaram a 15% (eram 5%). Já os modelos a gasolina recuaram para 23%, depois de estarem em 38% no período homólogo.

Nos híbridos, a MG passou para a dianteira, com especial destaque para o MG3, que somou 9508 unidades vendidas. Nos híbridos *plug-in, a liderança ficou do lado da *BYD, com o **Seal U a concentrar 6069 unidades dentro do total de 14 522 unidades híbridas *plug-in* vendidas por construtores chineses.

Uma leitura adicional desta mudança de mix aponta para um ajuste estratégico: ao reforçarem híbridos e híbridos plug-in, várias marcas conseguem responder melhor às preferências de quem procura consumos mais baixos sem depender exclusivamente da rede de carregamento, enquanto mitigam alguma incerteza associada a preços finais e enquadramento regulamentar.

Também é relevante notar que a consolidação na Europa tende a depender cada vez mais de fatores para lá do produto - como a expansão de redes de concessionários, assistência pós-venda e disponibilidade rápida de peças. À medida que marcas como a Chery se aproximam de novos mercados, incluindo potenciais entradas e reforços na Península Ibérica, estes elementos podem pesar tanto quanto a competitividade do preço.

Primeiro semestre: crescimento robusto apesar do recuo do mercado

No acumulado do primeiro semestre, as vendas das marcas chinesas aumentaram 72%, atingindo 327 712 unidades, num mercado europeu que, no mesmo período, caiu 1,1%.

Analisando marca a marca, a MG contabilizou 151 435 unidades (+18%), seguida da BYD com 69 953 unidades (+312%), da Chery com 38 402 unidades (+1389%) e da Geely com 30 232 unidades (+68%). Em conjunto, estas quatro insígnias somam 88% de todas as vendas de marcas chinesas na Europa.

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