Faça uma pausa. Já está disponível a nossa selecção de longas-metragens que não pode perder, agora nas salas de cinema.
O início do outono até foi relativamente ameno, mas esta semana as temperaturas desceram a pique - está na hora de voltar a tirar do armário o casaco acolchoado, o cachecol e o gorro. E para aquecer a sério, poucas coisas batem uma boa ida ao cinema.
Embora Arco seja, sem dúvida, o filme do momento, há outras estreias de grande nível a chegar às salas. Como fazemos em todos os fins de semana, fomos espreitar a bilheteira para identificar as escolhas que valem mesmo o bilhete. Eis a nossa selecção de 4 novidades de cinema para ver neste fim de semana.
Antes de escolher a sessão, vale a pena confirmar se o filme está disponível com legendas em português (ou na versão dobrada, quando aplicável) e verificar a classificação etária - sobretudo se vai em família. E, se puder, opte por horários menos concorridos: além de mais conforto, muitas vezes a experiência de som e imagem “respira” melhor.
Running Man - estreia de acção a não perder nas salas de cinema
Se a sua praia é adrenalina e ritmo acelerado, Running Man vem mesmo a calhar. Baseado num livro de Stephen King (sim, é mesmo a época do ano para este tipo de histórias), o enredo já tinha conhecido uma adaptação ao cinema nos anos 80, com Arnold Schwarzenegger. Agora, é Glen Powell (Tudo Menos Tu) quem pega no papel principal.
Aqui, o actor dá vida a Ben Richards, um homem no limite, disposto a tudo para tentar salvar a filha, gravemente doente. Sem alternativas, decide entrar em The Running Man, um programa de sobrevivência televisivo ultra popular em que os concorrentes têm de escapar durante 30 dias a assassinos profissionais - sob o olhar voraz de um público colado ao ecrã. A cada dia resistido, o prémio aumenta e a descarga de adrenalina sobe de intensidade.
Movido por uma raiva de viver incontrolável, pelo instinto e por uma determinação fora do comum, Ben vira o jogo: surpreende toda a gente, transforma-se num verdadeiro herói do povo… e, ao mesmo tempo, numa ameaça ao sistema. Com as audiências a dispararem, o nível de perigo sobe, e Ben terá de enfrentar muito mais do que os Hunters: terá um país inteiro, viciado em vê-lo cair, do outro lado.
Wicked For Good
Desde 2003, Wicked é uma das comédias musicais mais bem-sucedidas da Broadway, por isso fazia todo o sentido ganhar uma adaptação cinematográfica à altura. Depois de uma primeira parte muito elogiada, a continuação de Wicked chega finalmente às salas de cinema.
Muito antes dos acontecimentos de O Feiticeiro de Oz, a Boa Bruxa do Sul e a Bruxa Má do Oeste eram amigas. Apesar de serem quase opostas em tudo, havia entre as duas uma ligação forte… até que o destino decidiu separá-las.
Neste segundo capítulo, voltamos a encontrar Elphaba e Glinda marcadas por escolhas e consequências, cada uma a perseguir a sua própria ideia de verdade e justiça. Elphaba vive agora no exílio, escondida na floresta, a lutar pela liberdade de animais silenciados, enquanto tenta expor quem o Feiticeiro de Oz realmente é. Já Glinda instala-se no Palácio de Esmeralda: torna-se a própria personificação de glamour e virtude e, sob a influência de Madame Morrible, trabalha para reforçar junto do povo a imagem do governo do Feiticeiro. Quando uma revolta popular se volta contra Elphaba, as duas bruxas vão ter de pôr as divergências de lado se quiserem ter alguma hipótese de reescrever a sua história - e a de Oz.
Dossier 137
Para Stéphanie, investigadora da IGPN (a “polícia da polícia”), o dossiê 137 parece, à primeira vista, apenas mais um caso. Houve uma manifestação tensa, um jovem ficou ferido após um disparo de LBD, e é preciso esclarecer circunstâncias para apurar responsabilidades. Só que um detalhe inesperado abala a investigadora - e o dossiê 137 deixa de ser apenas um número.
Com Léa Drucker num registo mais forte e impressionante do que nunca, Dossier 137 é o novo filme de Dominik Moll, realizador de A Noite de 12. Apesar de a história ser ficcional, alimenta-se de factos e ecos de casos reais, incluindo situações ocorridas durante os protestos dos Coletes Amarelos. Apresentado em competição oficial no Festival de Cannes em Maio passado, o filme conseguiu prender tanto o público como a imprensa. Para ver sem falta.
Des preuves d’amour
Se gosta de histórias em que o amor está mesmo no centro, Des preuves d’amour tem tudo para o conquistar. Na primeira longa-metragem de Alice Douard, entramos na intimidade do casal Céline e Nadia, que está à espera de um bebé. A narrativa acompanha sobretudo o ponto de vista de Céline - a companheira que não está a gerar a criança - e as suas dúvidas sobre parentalidade e, acima de tudo, sobre legitimidade.
Para que, legalmente, também seja reconhecida como mãe, Céline precisa de avançar com um processo de adopção e, na prática, embarcar numa missão exigente: reunir 15 testemunhos de pessoas próximas que provem que ela é uma “boa mãe”.
Des preuves d’amour destaca-se pelo realismo, pela emoção, pelo brilho e vulnerabilidade das duas actrizes e por um humor que aparece no momento certo. Para quem procura um pequeno refúgio de ternura, Des preuves d’amour é a escolha ideal.
Se estiver indeciso entre opções tão diferentes, uma regra simples ajuda: escolha pelo “estado de espírito” do dia. Quer sair com o coração leve? Vá para Des preuves d’amour. Prefere espectáculo e fantasia? Wicked For Good é o caminho. Quer tensão e reflexão social? Dossier 137. E se lhe apetece pura perseguição e nervo, Running Man resolve.
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