Ainda antes de 2030, a Dacia quer colocar na estrada quatro novos modelos elétricos. Mas, para já, o modelo que está a roubar atenções é o novo Striker. Apresentado juntamente com o plano FutuREady do Grupo Renault, vem reforçar a ambição da marca romena no segmento C, onde assume um papel de topo de gama a par do Bigster.
O detalhe mais interessante é que o Striker foge à fórmula mais óbvia. A Dacia chama-lhe crossover, mas, na prática, parece uma carrinha com visual e atitude mais aventureiros. Num mercado em que as carrinhas têm cedido terreno aos SUV, a escolha soa inesperada - e é precisamente aí que a marca acredita ter uma janela de oportunidade para se afirmar.
Com 4,62 m de comprimento, o Striker é 5 cm mais comprido do que o Bigster. Junta uma posição de condução mais baixa e a habitabilidade típica de uma carrinha à versatilidade dos SUV, graças a uma altura ao solo mais elevada do que é habitual neste tipo de proposta.
Em termos de design, segue a linguagem mais recente da Dacia, com traços robustos, mas traz novidades como a nova assinatura luminosa em “T”. Por enquanto, ainda não foram divulgadas imagens do interior do novo Dacia Striker.
Tornar a eletrificação acessível
Debaixo da carroçaria, o novo Dacia Striker recorre à plataforma CMF-B, a mesma que, com exceção do Spring, serve de base aos restantes modelos da gama. A meta passa por tornar a mobilidade eletrificada mais acessível no segmento dos familiares compactos.
Quanto a motores, não se antecipam surpresas: vai partilhar toda a gama de motorizações com o Bigster, incluindo as variantes híbridas e GPL: a Hybrid 155, a nova Hybrid-G 150 4×4 e a ECO-G.
Quando chega?
A Dacia ainda não anunciou uma data de lançamento do Striker no mercado, mas confirmou que o modelo será totalmente revelado em junho. Os preços para o mercado nacional ainda não estão fechados, porém a marca garante que vão arrancar abaixo dos 25 mil euros.
Além do Striker, a Dacia também anunciou que o primeiro elétrico desta nova ofensiva deverá chegar ainda este ano.
É um citadino, construído sobre a plataforma AmpR Small do Grupo Renault que serve o novo Renault Twingo. Foi desenvolvido a um ritmo muito rápido, em menos de 16 meses, e promete começar abaixo de 18 mil euros. O seu lançamento não significa o fim do Spring:
A próxima geração do Sandero, prevista para 2027-2028, também deverá incluir um dos quatro modelos elétricos que a marca pretende lançar. “Para a próxima geração, o Sandero contará com uma gama de motorizações totalmente multi-energias (…) perfeitamente alinhada com o plano de eletrificação da Dacia”, pode ler-se no comunicado.
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